quarta-feira, 26 de maio de 2021

VMWARE ALERTA SOBRE FALHA CRÍTICA NO vCENTER SERVER

 


A VMware alerta os clientes a corrigir uma vulnerabilidade de Remote Code Execution (RCE) crítica no plug-in do Virtual SAN Health Check, afetando todas as implantações do vCenter Server.

"Essas atualizações corrigem uma vulnerabilidade crítica de segurança e precisam ser consideradas imediatamente", disse Bob Plankers, arquiteto de marketing técnico da VMware.

"Esta vulnerabilidade pode ser usada por qualquer pessoa que possa acessar o vCenter Server pela rede para obter acesso, independentemente de você usar ou não o vSAN."

O vCenter Server é uma solução de gerenciamento de servidor que ajuda os administradores de TI a gerenciar máquinas virtuais e hosts virtualizados em ambientes corporativos por meio de um único console.

Nesta era de ransomware, é mais seguro presumir que um invasor já está dentro da rede em algum lugar, em um desktop, e talvez até mesmo no controle de uma conta de usuário, razão pela qual recomendamos fortemente declarar uma mudança de emergência e aplicar patches assim que possível. - VMware

A vulnerabilidade relatada em particular com uma pontuação básica CVSSv3 de 9,8 em 10 está sendo notificada como CVE-2021-21985 e afeta o vCenter Server 6.5, 6.7 e 7.0, de acordo com o comunicado de segurança da VMware.

Essa falha de segurança foi relatada por Ricter Z da 360 Noah Lab e pode ser explorada remotamente por atacantes não autenticados em ataques de baixa complexidade que não requerem interação do usuário.

"O vSphere Client (HTML5) contém uma vulnerabilidade de execução remota de código devido à falta de validação de entrada no plug-in do Virtual SAN Health Check, que é habilitado por padrão no vCenter Server", explica VMware.

"Um agente malicioso com acesso de rede à porta 443 pode explorar esse problema para executar comandos com privilégios irrestritos no sistema operacional subjacente que hospeda o vCenter Server."

De acordo com a VMware, o vulnerável "plug-in Virtual SAN Health Check é habilitado por padrão em todas as implantações do vCenter Server, esteja ou não o vSAN sendo usado"

A empresa também corrigiu hoje um problema de mecanismo de autenticação de gravidade média notificada como CVE-2021-21986 e afetando o Virtual SAN Health Check, Site Recovery, vSphere Lifecycle Manager e plug-ins de disponibilidade do VMware Cloud Director.

A VMware fornece medidas alternativas projetadas para remover o vetor de ataque e a possibilidade de exploração, definindo os plug-ins afetados como "incompatíveis".

"Desativar um plugin de dentro da interface do usuário não impede a exploração", diz VMware. "As ações a seguir devem ser executadas nos nós ativos e passivos em ambientes que executam o vCenter High Availability (VCHA)."

As etapas necessárias para desabilitar os plug-ins do vCenter Server nos dispositivos virtuais baseados em Linux (vCSA) e nas implantações do vCenter Server baseadas no Windows, configurando-os como incompatíveis, podem ser encontradas aqui.

A empresa também oferece aos clientes as melhores práticas de segurança básicas para o vSphere no vSphere Security Configuration Guide.




sábado, 3 de abril de 2021

RELATÓRIO CONJUNTO ENTRE FBI E CISA REVELAM NOVAS AÇÕES PARA EXPLORAÇÃO DE VULNERABILIDADES NO FORTIOS DA FORTNET

 


O Federal Bureau of Investigation (FBI) e a CISA (Cybersecurity and Infrastructure Security Agency) lançaram um Joint Cybersecurity Advisory (CSA) para alertar os usuários e administradores sobre a probabilidade de que agentes de ameaças persistentes avançadas (APT) estejam explorando ativamente vulnerabilidades conhecidas do Fortinet FortiOS CVE-2018-13379, CVE- 2020-12812 e CVE-2019-5591. Os atacantes da APT podem usar essas vulnerabilidades ou outras técnicas de exploração comuns para obter acesso inicial a vários serviços governamentais, comerciais e de tecnologia. Obter o acesso inicial pré-posiciona os atacantes do APT para conduzir ataques futuros.

A CISA incentiva os usuários e administradores a revisar o CSA conjunto AA21-092A: Atacantes APT exploram vulnerabilidades para obter acesso inicial para ataques futuros e implementar as mitigações recomendadas.


 

 Mitigações

As seguintes recomendações devem ser levadas em consideração para mitigação dos ataques:

  • Corrigir imediatamente os CVEs 2018-13379, 2020-12812 e 2019-5591. 
  • Se o FortiOS não for usado pela sua organização, adicione os principais arquivos de artefato usados pelo FortiOS à lista de denylist de execução da sua organização. Qualquer tentativa de instalar ou executar este programa e seus arquivos associados deve ser evitada.
  •  Faça backups regulares de dados e proteja com senha as cópias offline. Certifique-se de que as cópias dos dados críticos não estejam acessíveis para modificação ou exclusão do sistema primário onde os dados residem.
  • Implemente uma segmentação da rede.
  •  Solicitar credenciais de administrador para instalar o software.
  •  Implementar um plano de recuperação para restaurar dados confidenciais ou proprietários de um local fisicamente separado, segmentado e seguro (por exemplo, disco rígido, dispositivo de armazenamento, nuvem).
  •  Instale atualizações/patches de sistemas operacionais, software e firmware assim que as mesmas forem lançadas.
  • Use autenticação multifator sempre que possível. 
  • Aplique políticas de senhas para sistemas e contas de rede e evite reutilizar senhas para contas diferentes. Implemente o período de tempo mais curto aceitável para alterações de senha, de 45 a 90 dias. 
  •  Desative as portas de acesso remoto/RDP (Remote Desktop Protocol) não utilizadas e monitore os logs de acesso remoto/ RDP.
  • Auditar contas de usuários com privilégios administrativos e configurar controles de acesso com o mínimo de privilégios. 
  • Instale e atualize regularmente o software antivírus e anti-malware em todos os hosts.
  • Considere adicionar um banner de e-mail aos e-mails recebidos de fora da sua organização.
  • Desative os hiperlinks nos e-mails recebidos.
  • Foco na conscientização e treinamento. Forneça aos usuários treinamento sobre princípios e técnicas de segurança da informação, especialmente sobre como reconhecer e evitar emails de phishing. 

O NIC.br disponibilizou uma cartilha com melhores práticas de segurança na internet e que podem servir como base para campanhas de conscientização dos funcionários, em sua empresa, no tocante a importância da segurança da informação para o negócio.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

NOVAS VULNERABILIDADES DETECTADAS NO MK-AUTH 19

 

MK-AUTH é uma distro Linux com servidor Radius, Banco de Dados, servidor Web, servidor SSH e vários outros recursos já instalados e pronto para ser usados no controle de provedores de internet que usam o HotSpot ou PPPoE do MikroTik para controle de acesso de seus clientes, assim conta com um sistema totalmente baseado em plataforma Web com vários recursos para administração do seu provedor e de seus clientes. Esse sistema foi desenvolvido para tratar de tarefas rotineiras de provedores de internet.

Foram identificadas 2 vulnerabilidades e registradas nos CVEs:

  • CVE-2021-3005 / Severidade 4 - MK-AUTH até 19.01 K4.9 permite que invasores remotos obtenham informações confidenciais (por exemplo, um número de CPF) por meio de um titulo modificado (também conhecido como número da fatura) pela URI central / recibo.php.
  • CVE-2021-21495 / Severidade 6.8 - MK-AUTH até 19.01 K4.9 permite CSRF¹ para alterações de senha por meio da URI central/executar_central.php?acao=altsenha_princ.
Lembrando que ano passado, para essa mesma versão, houveram divulgações de falhas de segurança. Saiba mais.

[ 1 ] - O cross-site request forgery (CSRF ou XSRF), também conhecido como ataque de um clique (one-click attack) ou montagem de sessão (session riding), é um tipo de exploit malicioso de um website, no qual comandos não autorizados são transmitidos a partir de um usuário em quem a aplicação web confia. Há muitos meios em que um site web malicioso pode transmitir tais comandos, tags de imagem especialmente criadas, formulários ocultos e XMLHttpRequests de JavaScript, por exemplo, podem funcionar sem a interação do usuário ou mesmo seu conhecimento. Diferente do cross-site scripting (XSS), que explora a confiança que um usuário tem para um site específico, o CSRF explora a confiança que um site tem no navegador de um usuário.


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

6 PRINCIPAIS PROGRAMAS DE BUGBOUNTY PARA PARTICIPAR EM 2021


 
Embora o Gartner ainda não tenha um Magic Quadrant dedicado para Bug Bounties ou Crowd Security Testing, o Gartner Peer Insights já lista 24 fornecedores na categoria "Application Crowdtesting Services".

Para quem não está familiarizado com o termo:  bug bounty é um programa de premiação mantido por empresas como Facebook e Google, por exemplo, para premiar pesquisadores e desenvolvedores que descobrem vulnerabilidades nas suas aplicações.

Compilamos as 5 plataformas de recompensa de bugs mais promissoras para aqueles que desejam aprimorar seu arsenal de teste de software existente com o conhecimento e a experiência de pesquisadores de segurança internacional:

1 - HackerOne

O HackerOne é provavelmente a marca Bug Bounty mais conhecida e reconhecida do mundo. De acordo com seu relatório anual, mais de 1.700 empresas confiam na plataforma HackerOne para aumentar suas capacidades de teste de segurança de aplicativos internos. O relatório também afirma que seus pesquisadores de segurança ganharam aproximadamente US $ 40 milhões em recompensas somente em 2019 e US $ 82 milhões cumulativamente.

O HackerOne também é famoso por hospedar programas Bug Bounty do governo dos EUA, incluindo o Departamento de Defesa dos EUA e os programas de divulgação de vulnerabilidades do Exército dos EUA. Como alguns outros fornecedores comerciais de Bug Bounties e Vulnerability Disclosure Programs (VDP), o HackerOne agora também oferece serviços de pentest recheados de pesquisadores de segurança avaliados de todo o mundo. HackerOne tem um sólido portfólio de certificações de segurança, incluindo ISO 27001 e autorização FedRAMP.

2 - BugCrowd

Fundado pelo especialista em segurança Casey Ellis, o BugCrowd é provavelmente a plataforma Bug Bounty mais criativa e inventiva. BugCrowd promove ativamente não apenas os serviços tradicionais de teste de segurança, mas também gerenciamento de superfície de ataque e um amplo espectro de serviços de pentest para IoT, API e até mesmo rede, ficando à frente de seus concorrentes no mercado de trabalho com um rápido crescimento.

BugCrowd é famoso por hospedar programas Bug Bounty para gigantes da indústria como Amazon, VISA e eBay, bem como a venerada associação de educação em segurança cibernética (ISC) ². 

3 - OpenBugBounty

O projeto OpenBugBounty está em ascensão e é a única plataforma Bug Bounty em nossa lista sem fins lucrativos. Com mais de 1.200 programas Bug Bounty ativos, o OpenBugBounty também permite a divulgação coordenada de problemas de segurança em qualquer site se as mesmas foram detectadas por meios não intrusivos. A criação do programa Bug Bounty é totalmente gratuita e os proprietários do site não são obrigados a fazer pagamentos em dinheiro aos pesquisadores - mas são encorajados a pelo menos agradecer aos pesquisadores e fornecer uma recomendação pública por seus esforços.

OpenBugBounty hospeda programas Bug Bounty para empresas como A1 Telekom Austria e Drupal, com mais de 20.000 pesquisadores de segurança e quase 800.000 vulnerabilidades de segurança enviadas até agora. A plataforma afirma que suas políticas e processos de divulgação são baseados no padrão ISO 29147.



4 - SynAck

Apoiado por muitos fundos de capital de risco renomados, incluindo Intel Capital e Kleiner Perkins, SynAck foi nomeada empresa "CNBC Disruptor" quatro vezes consecutivas, de 2015 a 2019. SynAck está no topo das plataformas comerciais Bug Bounty, também mencionadas no Top 25 Enterprise Software Startups da Gartner .

Fundada por Jay Kaplan e Mark Kuhr, visionários de segurança e veteranos de renome das agências de segurança nacional dos EUA, a SynAck oferece uma equipe de elite de pesquisadores de segurança cibernética exaustivamente avaliados, conhecida como "Red Team" (SRT). De acordo com a SynAck, o grupo SRT é composto por especialistas em segurança com experiências.

5 - YesWeHack

A única empresa europeia de divulgação de vulnerabilidades e Bug Bounty, YesWeHack atrai com eficiência empresas baseadas na UE cuja principal preocupação é a privacidade e proteção de dados. Recentemente, a YesWeHack anunciou um crescimento recorde de 250% durante 2020 na Ásia, demonstrando que as startups europeias são capazes de crescer globalmente.

Semelhante ao BugCrowd, o YesWeHack está bem preparado para investir em seu capital humano. No ano passado, lançou um programa de treinamento para ajudar os caçadores de Bug Bounty a aprimorar suas habilidades de hacking com a plataforma YesWeHack DOJO. Ele apresenta cursos introdutórios e desafios de treinamento com foco em vulnerabilidades de segurança específicas e playgrounds.

Com o DOJO, pesquisadores de segurança de todo o mundo podem aprimorar suas habilidades em testes de segurança de software. Por fim, YesWeHack demonstra de forma persuasiva a sua capacidade de atrair clientes europeus de renome, como o conglomerado francês OVH.

6 - BugHunt

Uma empresa 100% tupiniquim e que possui o mesmo estilo de trabalho das demais já apresentadas. A BugHunt está em conformidade com os mais rigorosos padrões e regulamentos nacionais e internacionais para proteger os interesses de seus clientes e especialistas.

Na plataforma a empresa pode definir o escopo que necessita para testar seus produtos. Para pequenas e médias empresas, abrir um bug bounty na BugHunt custará bem menos do que contratar um pentest. A empresas poderão abrir programas em duas modalidades: pública e privada. Na primeira, o programa estará exposto para qualquer participante da plataforma – a participação é gratuita. Na segunda, há um custo de participação porque a empresa pode escolher profissionais na lista dos dez melhores hackers da BugHunt.